domingo, 10 de agosto de 2008

o bobo do dia...


...é quando o alheio perde a compreensão do mundo, tornando-se indiferente a segmentos importantes da realidade, essa que é disposta com singularidade, à partir do ser e estar, mas
mesmo assim essa mesma "normalidade" do meio, o real, é concebido por um consenso social.
assim que notamos nossa alienação no meio, vem a dor, o medo, ...o que faço com isso??
é a primeira pergunta!!!...
a resposta é individual e secreta...

..

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nasce aqui uma vida
idiota e pequena
da dor de existir
e querer superar
a força do viver


vem dali a coisa
fácil e inútil
de regressão mental
e tentar superar
a força do viver


notar-se uma criação
e ao mesmo tempo
perder a noção
é deixar-se e perder
a força do viver


é aqui simples assim
melâncolia árdua
trabalhando uma nova visão
é fazer e acabar
com a força do viver!


.ç~´


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onde está sua alienação??
ou melhor, por que sou alienado??
ou mesmo [e assim mais idiota] o que é alienação??..
se acha que não tem...
é o maior sintoma que já é...
e se nunca notou e só parou para pensar agora...
não tente notar...
você é alienado
e isso não vai mudar

para quem sente e sabe
-tenha o medo...
essa é a dor de existir e não saber
o por quê existir

´=-8*/

domingo, 13 de julho de 2008

acalma-me, um lugar


;ç~´


...

pequeno e suave, Lago azul.
o vento devagar passa alisando
o que delicado é natural e
vai um barquinho de papel.

desconhecido e sem dono, Lago azul.
envolto o pouco verde só para
salientar a sua calma cor e
vai um barquinho de papel.


atmosfera tranquila e muda, Lago azul.
recebe a esperança e admiração
de quem tem medo de mergulhar e
vai um barquinho de papel.


do silêncio e do permanecer, Lago azul.
o que é, um dia tem que não ser
assim é a moderação das conquistas e
afunda um barquinho de papel.


..

ç~´=**/


segunda-feira, 30 de junho de 2008

tudo é pouco, demais é nada.


[Isso não é para ser poético]
É para ser inocente e fácil...

...nem sei o quanto é grande o tudo...
O infinito é o Tudo,
E pode ser finito também
Tudo sempre é tão grande
.que não consigo imaginá-lo,
.e desaparece...

E quanto será pequeno o Nada !??
...mas, se o Nada é nada...
Ele faz parte do tudo, já que tudo
.faz parte de tudo...
É absoluto
É determinado.
.
Não se nota o resto...é pouco demais
E mesmo o demais é pouco assim
O Tudo é conjunto de tudo..
Até do Nada
É só resto..
É sobra do tudo...

E o quase?? ...é Nada..
Ainda sim o quase, o depende...
Faz sua parte...e o nada quase nem existe.
E é assim que ele o é..
É o nada que é Tudo
É o Tudo que é demais...


´-=-0
==

sexta-feira, 20 de junho de 2008

a Estrada, A estrada...


~´~!"


guardo-me, preso neste mundo, pouco e grande, por algo que
sei, e não esqueci..., sou sozinho, e quero ser...
e desta jornada tenho em mim todas as possibilidades
desde que salvo por meu pessimismo...
que mantém minha dignidade..

..

coisas não são nada...
as marcas só são marcas!!!
o caminho só é o caminho...
...a Estrada.
eu só sou EU ...
e você ???
você É ??
o que é??
..?

~´~=**

o que tem valor.?
o que é disponível.?
são as coisas..!!.
e de repente ...
nos tornamos coisas...
..
automaticamente
nos compartilhamos...
.rascunhos de luxúrias.

.
..

[e de alguma forma e teria que
concluir essa idéia, mas nem quero]

..

e é só isso mesmo
...o que fará
durante sua caminhada,
quanto custa sua caminhada?

..
qual o pedágio dessa estrada??
..

==>> é essa a Estrada.??
onde???

.-='~

quarta-feira, 21 de maio de 2008

procurando pedras


.
era um garimpeiro que trabalhava no interior de Minas Gerais.

...começou procurando diamantes e ou pepitas de ouro.

depois...

Gostava do barro, acreditava que Deus sempre guardava e escondia algo de valioso para ele, mesmo às vezes procurando por vários dias sem encontrar nada, acreditava que fazia parte do caminho, a busca, a procura, o questionar... (o que tem ali, depois daquilo??). Na verdade nem fazia idéia o por que fazia isso.

Quando notou que sua busca diária era só por riqueza, já não conseguia achar sentido naquilo tudo que passava ali, e foi assim, sem saber mas com motivo que mudou, e passou enxergar de outra forma.

Se suas mãos encontravam uma qualquer, uma pedra desprezível, entendia que ela estava ali só para, ou de tal importância, fazer parte de seu caminho, como uma pedra no caminho, mas não neste caso, só mais uma e sim a "Pedra", olhava ela e ficava pensando e imaginando..., por quanto tempo ela esperou e aguardou por mim, ...por minhas mãos...


Sabia que queria a pedra mais valiosa, porque tinha que viver e precisava do dinheiro, mas que seu caminho, sua vida, sua brincadeira, sua busca não era pela "A Pedra", e sim por pedras, que com o passar do tempo e das rupturas do trajeto, causada por exatamente pedras na Estrada, elas agora tinham e sempre tiveram o mesmo valor...


Pois então..., Deus não havia mais guardado ou escondido "A Pedra" valiosa dele, todas eram iguais, e estavam ali, jogadas, espalhadas...


Descobriu então que não gostava de procurar mais, e sim só mexer e remexer pedras...


A vida agora ficou mais serena e doce...

.~

~´çp

por Dhekira

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Eu, um modo de não ser


Maik é um cara estranho, ele é só isso...
aqui ...são palavras dele sobre mim.


"""és uma pessoa sem direção ou a direção és tu.
um grande caminho sem limites laterais..não és um caminho.
és tu grande conveniencia quando tenho problemas.
cuidado com você.
já que de alguma forma viver pode ser perigoso.



fiquei pensando em mim...nessa madrugada..
daí ..pensei se voce tem alguma coisa com isso.
caramba..!!hehe sei lá...
sabe o que sou.::::::
sou isso tudo.que não tem controle.
sou a gota dágua..que sempre sobra no fundo do copo,
mas...que sabemos que depois
de um tempo não estará lá mais.!!:::
é isso que sou:::sou o resto que some ..
e se espalha.não sou voce.
e faço parte de todo ..o você
..hehe.
ninguém entende isso.


.?
nunca poderemos saber qual a distância
entre algo tão perto algo tão sutil.
inesperado??--não
essa distância,
mesmo que pequena
é a segurança necessária.
para mantermos a direção certa.


a lógica não é lógica
quando o homem
coloca nela suas intenções.
cuidado com o que você chama de razão.

!!lçpol """

quinta-feira, 8 de maio de 2008

jeito pequeno de não viver


Sentado no chão frio do banheiro, pensava no brilho da faca que segurava na mão esquerda, sentia tão pesada na mão de uma forma que fazia tremer seu braço inteiro. A vontade de chorar não entendia como medo ou confusão e sim como descoberta de algo que não tinha acesso freqüentemente, que afinal, não tinha medo por ser desconhecido, mas por ter certeza que lhe causaria o choro que estava quase presente, dado a ele por ele... talvez um presente.
O lápis silencioso, pousado sobre o papel, colocado no chão, que observava com dó o imenso espaço vazio que estava contido em seu improvável amigo branco, agora seus pensamentos estavam ocupados em criar textos, para deixar ao mundo uma sucinta lembrança de quem era ou poderia ser... num impasse de se resolver como começar, tentou iniciar de forma que lhe gerasse tranqüilidade, ainda tinha medo do que poderia acontecer.


Tudo ficou calmo, calma
O silêncio machuca a alma
A dor acaba ao tato de um lápis no papel
Agora o nada já esta sendo preenchido.

Se o tempo devora com calma
Decido inquieto, permanecer fraco à paciência
E a dor volta, jurando eterna fidelidade
Agora as formas a minha volta, ...ameaçam, me odeiam!

O mundo dita seus mundos, suas buscas
Você, eu e todos procuramos nos deixar
Para sermos oferecidos no jantar

Degustem a grande obra, salada do mundo, um delicioso fruto do sistema.

Perdemos o real contato com a natureza
Perdemos o principal saber...nos perdemos
Criamos rotinas, objetivas ou não, podres e pobres
Tornamos ignorantes às nossas virtudes, instintos
E procuramos algo sem saber onde está, o que é, para que serve
Principalmente por que desejamos..., aliás, onde estamos ?

Satisfeito por pelo menos ter tentado justificar o que não dá, ficou admirando o que havia acabado de escrever, ficou feliz por segundos, parece que enfim fez algo de bom, mas de qualquer forma isso não o tornava melhor do que é...
Retornando ao principio de seus objetivos, começou a avaliar sua coragem com seu instinto de sobrevivência, notou que ou era fraco demais por desistir de viver ou era corajoso demais por ter coragem de terminar uma vida. A dúvida lhe parecia engraçada e ao mesmo tempo cruel, e mesmo assim não lhe faria diferença no ato
Decididamente a faca inicia o trajeto ao interior de seu corpo e não de sua alma que ainda era serena e plena, fazendo sua alma cantar uma melodia melancólica de padecimento, seus pensamentos viajam sem direção para todos ângulos possíveis e seus textos agora se tornam tão verdadeiros como as mentiras que ele nunca quis ter acreditado.